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Demitir funcionários tóxicos é melhor do que trazer talentos.

Ao invés de correr atrás de profissionais com alto desempenho, pode ser mais lucrativo para as empresas eliminar funcionários com comportamento ilícito, segundo um estudo da Kellogg School of Management, da Universidade de Northwestern, nos EUA. A pesquisa aponta que os custos de manter profissionais considerados tóxicos para a organização são maiores do que os benefícios de ter profissionais com performance acima da média.

Com autoria de Dylan Minor, professor-assistente da área de economia administrativa da Kellogg, o estudo usou dados da consultoria Cornerstone que totalizaram mais de 58 mil funcionários em 11 empresas. “Há muitos trabalhos que estudam os profissionais com alto desempenho, as superestrelas. Mas nós precisamos entender melhor o outro lado”, explica Minor.

O estudo aponta que os funcionários com comportamento tóxico — definido como aqueles que cometem “violação total das políticas da empresa” — normalmente entregam o trabalho mais rapidamente do que outros funcionários, o que dá a impressão de eficiência. A qualidade do que foi entregue, no entanto, é pior quando analisada a satisfação dos clientes.

“No curto prazo, a sensação é de que eles estão se saindo bem, mas a qualidade ruim pode prejudicar a reputação da companhia”, diz Minor. Além disso, os funcionários tóxicos impactam o ambiente de trabalho, gerando mais comportamento antiético entre os colegas. Em empresas com uma densidade maior de profissionais com esse perfil, as chances de um funcionário também apresentar esse comportamento aumentam em 47%.

De acordo com os dados analisados pelo estudo, trocar um funcionário tóxico por outro com desempenho médio gera uma economia de US$ 12.800 para a empresa, o que inclui tanto o valor gasto para substituí-lo quanto os custos com turnover voluntário de outros trabalhadores ao redor dele. Os autores consideram a estimativa conservadora, no entanto, pois ela não abarca custos potenciais como processos, multas e perda de reputação da empresa.

Como comparação, o valor agregado pela contratação de uma “superestrela” — um funcionário cujo desempenho fica entre o 1% melhor da empresa — é de no máximo US$ 5.300 no mesmo período. Substituir um funcionário tóxico gera uma economia quase quatro vezes maior do que contratar um funcionário cuja performance fica entre os 10% melhores da empresa.

Fonte: Valor Econômico, por Letícia Arcoverde, 06.10.2015

Os artigos reproduzidos neste clipping de notícias são, tanto no conteúdo quanto na forma, de inteira responsabilidade de seus autores. Não traduzem, por isso mesmo, a opinião legal de Granadeiro Guimarães Advogados.

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