11
novembro
2015
Clipping, Destaque,

Crise detona satisfação dos profissionais brasileiros, mostra pesquisa.

Os efeitos da crise econômica no ambiente corporativo, que vão desde o medo do desemprego, passando por corte nos bônus e políticas de benefícios, entre outros fatores, têm impactado negativamente no nível de satisfação dos funcionários das empresas brasileiras em relação a oportunidades de crescimento na carreira e cultura corporativa, além de salários e benefícios.

A informação vem da primeira edição do Índice Love Mondays de Satisfação do Profissional Brasileiro, que, a partir de agora, vai avaliar trimestralmente a percepção dos profissionais em relação ao seu trabalho. Foram avaliadas as opiniões de 36 mil pessoas, comparando as percepções entre o terceiro trimestre de 2015 ante o mesmo período de 2014, em uma escala de satisfação de 1 a 5.

A Love Mondays é uma comunidade de carreiras onde é possível comparar os salários e a satisfação dos funcionários em cada empresa. O índice é desenvolvido a partir da consolidação das postagens espontâneas de milhares de profissionais sobre a sua vida profissional.

Em Baixa

Oportunidades de carreira ↓ – 6,6%

A falta de expectativas de melhora no cenário econômico brasileiro, afetado pela crise política, tem minado as esperanças dos profissionais empregados na conquista de promoções na carreira. “O clima de incerteza que rege a economia congela políticas de promoção nas empresas, o que se reflete diretamente nesse indicador”, explica Luciana Caletti, CEO da Love Mondays.

Esse foi o indicador em que foi registrada maior queda na satisfação dos profissionais no último trimestre em relação ao terceiro trimestre do ano passado, uma queda de 6,6%.

Cultura da empresa ↓ – 3,8%

A satisfação com a cultura empresarial foi o segundo fator em que a satisfação dos profissionais mais decaiu no último trimestre em relação ao mesmo período no ano passado, com uma queda de 3,8%. “O clima geral de insegurança acaba afetado a percepção do profissional com relação à cultura da empresa onde trabalha. Ainda, devido ao fato de que muitas companhias estão reduzindo suas equipes para cortar custos, os profissionais que permanecem na empresa podem acabar ficando sobrecarregados”, afirma Caletti.

Remuneração e Benefícios ↓ -2,4%

O nível de satisfação em relação a salários e benefícios apresentou queda de 2,4% na comparação entre terceiro trimestre de 2015 e terceiro trimestre de 2014. Para Luciana, o indicador não apenas retrata corte nos bônus e benefícios, mas também a diminuição do poder de compra por conta da inflação em alta no país.

“Desde o início do ano, as perspectivas sobre cenário indicavam que não teríamos um ano fácil. Mas na medida em que a inflação foi avançando e efetivamente afetando o poder de compra, a satisfação passa a ser crescente”, analisa.

Qualidade de vida se mantém estável

A satisfação dos profissionais em relação à qualidade de vida se manteve estável no período analisado pela pesquisa. A evolução de apenas 0,2%, na visão da CEO da Love Mondays, demonstra que, apesar de um ambiente de maior pressão nas empresas na busca por resultados os profissionais ainda não sentiram mudanças neste campo,. “Isso, se mantermos uma tendência positiva nos próximos meses, deverá indicar que o profissional brasileiro goza de maturidade para lidar com crises como a que estamos vivendo, talvez pelo fato de termos superado muitas delas no passado”, pondera Luciana.

Satisfeito com o que tem

Apesar dos indicadores negativos, o nível de satisfação dos funcionários das empresas brasileiras apresentou uma variação positiva de 2,3%. Para Luciana, isso não significa que as pessoas estejam de fato satisfeitas com as condições do seu trabalho, pois quem está atualmente empregado tende a valorizar mais o seu trabalho por conta do desemprego que cada vez mais atinge fatias maiores da sociedade, nos mais variados setores e níveis hierárquicos.

Fonte: ABRH, 11.11.2015

Os artigos reproduzidos neste clipping de notícias são, tanto no conteúdo quanto na forma, de inteira responsabilidade de seus autores. Não traduzem, por isso mesmo, a opinião legal de Granadeiro Guimarães Advogados.

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