06
julho
2015
Clipping, Destaque, Notícias,

Rede social dá apoio ao engajamento da equipe.

O poder do alcance e a capacidade de mobilização das redes sociais e das comunidades virtuais tornaram-se aliados da produtividade corporativa. Empresas de diferentes perfis estão usando a estrutura de redes sociais, abertas ou fechadas, para mobilizar e estimular equipes. Com o objetivo de aumentar a produtividade e a integração entre times, organizações de diversos setores e portes descobrem outras vantagens no uso de redes sociais, como identificação de líderes e colaboradores mais influentes.

“O brasileiro é um ser social, e o país está na segunda posição em termos de utilização de redes sociais, temos cerca de 92 bilhões de usuários ativos, só perdemos para os EUA. Usar as redes sociais no ambiente corporativo ajuda não só no engajamento das equipes, resolve questões geradas pela dispersão geográfica do país”, diz Nélio Santos, diretor de soluções de mercado da Spring Mobile Solutions no Brasil.

Especializada em soluções móveis corporativas, a Spring Mobile Solutions, com sede nos EUA, desenvolve aplicativos baseados em nuvem, para aumentar a produtividade, em operações de missão crítica para empresas de bens de consumo. Uma das atuais apostas da empresa é a “gamifcation”, uso de técnicas de games em ambientes de negócios para estimular o engajamento de equipes em campo, sobretudo, as que trabalham remotamente.

Santos explica que o grande desafio, ao transformar uma atividade corporativa em uma ação social, é saber trabalhar com a qualidade da informação e o contexto. “Quando eu crio um contexto, a informação passa a ter valor para a corporação. O segredo é trabalhar como em uma linha de produção. A rede social corporativa deve ser usada para transmitir dados importantes e relevantes para o grupo envolvido”, comenta Santos.

O executivo acredita no desenvolvimento de redes sociais a partir de aplicativos já utilizados pela empresa. “O colaborador que está em campo não fica trocando de aplicativo, vai sempre optar pela forma mais fácil de acesso e já conhecida. Além disso é importante usar a linguagem do grupo. Identificar esses perfis para saber que ferramentas são mais relevantes, como ícones e sons. Temos que trabalhar com o sistema de recompensa para que o profissional se sinta realmente engajado”, explica.

A utilização de redes sociais, no entanto, requer atenção aos requisitos de segurança da informação. Fabiana Batistela, diretora do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Resource IT no Vale do Silício, na Califórnia (EUA), diz que a opção da Resource, uma integradora brasileira de serviços de TI, fundada em 1991 e com 19 escritórios no país, foi adotar a segregação de redes.

“Internamente, a opção foi usar a Fluig, da Totvs, para criar comunidades entre os colaboradores. Estamos usando há um ano e meio e temos verificado um aumento da produtividade. A troca de informações aumentou entre equipes, e os colaboradores se sentem mais motivados a buscar soluções para os problemas expostos na rede”, comenta.

A Deloitte também vem comprovando os benefícios de estabelecer redes sociais corporativas para engajar colaboradores. Marcia Ogawa, sócia da área de consultoria da Deloitte e líder das soluções de analytics, explica que essas ferramentas podem ser grandes aliadas das corporações para aumentar a produtividade dos colaboradores.

“Utilizamos o Yammer e criamos grupos internos para, principalmente, facilitar o compartilhamento de informação de comunidades em relação a temas específicos, como big data, telecomunicações e tantos outros. Podemos acessar o Yammer com a intranet ou em aplicações próprias para aplicativos mobile. Isso nos dá uma mobilidade incrível, além de criar um sentimento de equipe, em qualquer hora e qualquer lugar”, detalha Márcia.

Ela observa que a rede social interna mitiga riscos com relação ao caminho da informação. Marcia explica que há um administrador e um moderador e também há a adoção das redes sociais abertas para fins institucionais. “São excelente ferramentas. Não temos problema de dispersão ou falta de foco, nosso colaborador está inserido na cultura da empresa”, afirma.

Márcio Cyrillo, responsável por produtos e marketing global da CI&T, além de coordenar uma parceria mundial da empresa com a Google, conta que o futuro está em redes sociais para plataformas móveis. “Apostamos nas redes sociais para engajar equipes internamente e, através delas, podemos inclusive mapear os influenciadores nas equipes. Isso é um diferencial da ferramenta, algo que nenhuma equipe de RH, por mais competente que seja, consegue entregar em tão pouco tempo. Vejo as redes sociais como um reflexo do tipo de estrutura que as corporações necessitam hoje para trabalhar de forma mais produtiva”, diz Cyrillo.

Fonte: Valor Econômico, por Suzana Liskauskas, 06.07.2015

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