30
março
2016
Clipping, Tribunais,

Confirmada demissão de técnica de enfermagem que deixou de prestar assistência a paciente.

A 6ª Turma do TRT do Paraná manteve a justa causa aplicada a uma técnica de enfermagem do Hospital Erasto Gaertner, em Curitiba, que deixou de prestar socorro a uma paciente que sofreu crises convulsivas. A funcionária foi chamada pela campainha em duas ocasiões, mas em ambas limitou-se a entrar no quarto para desligar o alerta, saindo logo em seguida sem fazer nenhum tipo de atendimento. Nos dois momentos, a paciente precisou ser socorrida por outros profissionais.

Para os desembargadores, a conduta da trabalhadora, além de revelar absoluta falta de humanidade no cuidado com o próximo, demonstra evidente descaso com o trabalho prestado, não podendo ser tolerada. Cabe recurso da decisão.

Quando foi demitida, em maio de 2014, a técnica de enfermagem já havia sido formalmente alertada pela ouvidoria do hospital sobre queixas de maus-tratos feitas por acompanhantes de clientes. Ela foi dispensada depois que a mãe da paciente com convulsões apresentou uma reclamação, por escrito, questionando o tratamento dispensado pela funcionária.

A decisão de segunda instância confirmou o entendimento do juiz Amaury Haruo Mori, da 6ª Vara do Trabalho de Curitiba, mantendo a justa causa aplicada pelo empregador.

Devidamente comprovada a existência de ato faltoso gravíssimo cometido pela reclamante, que, chamada para atendimento a paciente em convulsão, não a socorreu, apenas desligou a campainha do quarto e retornou ao posto de enfermagem. A falta cometida pela obreira (…) reveste-se de absoluta gravidade, maculando de forma definitiva a confiança necessária à manutenção do contrato de trabalho, destacou o relator do acórdão, desembargador Sergio Murilo Rodrigues Lemos.

Fonte: Tribunal Regional do Trabalho 9ª Região Paraná, 29.03.2016

Os artigos reproduzidos neste clipping de notícias são, tanto no conteúdo quanto na forma, de inteira responsabilidade de seus autores. Não traduzem, por isso mesmo, a opinião legal de Granadeiro Guimarães Advogados.

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