06
novembro
2018
Clipping, Notícias,

Como LGBTs escolhem onde vão trabalhar.

Estampar a bandeira do arco-íris em produtos e participar de paradas LGBT não é o suficiente para uma empresa ser vista por jovens profissionais lésbicas, gays, bissexuais e transgênero (LGBT) como um lugar de preferência para trabalhar, segundo pesquisa da consultoria Boston Consulting Group. Na hora de escolher um empregador, ter uma cultura amigável a funcionários LGBTs – para além do discurso – é um dos principais critérios observados.

A pesquisa teve participação de mais de 4 mil estudantes e profissionais com menos de 35 anos de 13 países, entre eles o Brasil. Ter uma cultura amigável a LGBTs é o segundo critério mais importante para os pesquisados na hora de decidir onde vão trabalhar, atrás apenas do salário. Em terceiro lugar está a localização da empresa, seguida da reputação da organização. O fato de a companhia ter posicionamentos públicos favoráveis a pessoas LGBT aparece só na quinta posição.

Uma empresa é vista com “amigável” quando possui políticas anti-discriminação, não exige que profissionais trabalhem em países onde a homossexualidade é criminalizada, tem benefícios inclusivos e redes de profissionais LGBT, e ainda quando oferecem treinamentos obrigatórios sobre diversidade e fazem parte de grupos que defendem os direitos LGBT. A participação em paradas LGBT e programas de mentoria específicos para esse público são considerados menos importantes.

No geral, 80% dos jovens dizem que estão dispostos a falar abertamente sobre serem LGBT no trabalho, número similar ao encontrado no Brasil (78%). Os lugares onde os profissionais se sentem mais confortáveis em relação ao tema são a Holanda (93%) e o Reino Unido (89%). Já Espanha e Itália são os países onde os jovens LGBT se dizem menos confortáveis para se abrir com os colegas e chefes – 38% dos espanhóis e 33% dos italianos evitam o assunto.

Apesar de a maioria estar disposta a falar sobre a própria orientação sexual ou identidade de gênero, o número dos que já estão “fora do armário” no ambiente de trabalho é menor – 50%, na média geral. Mais de um terço (35%) considera que se assumir LGBT poderia prejudicar sua carreira, e quase metade (46%) mente ou omite detalhes da vida pessoal quando conversa com o chefe.

Entre os participantes da pesquisa, os homens são os que, com mais frequência, falam abertamente sobre a orientação sexual no trabalho. Cerca de 40% das mulheres estão fora do armário para todos os colegas, na comparação com 57% dos homens.

Fonte: Valor Econômico, por Letícia Arcoverde, 06.11.2018

Os artigos reproduzidos neste clipping de notícias são, tanto no conteúdo quanto na forma, de inteira responsabilidade de seus autores. Não traduzem, por isso mesmo, a opinião legal de Granadeiro Guimarães Advogados.

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