30
outubro
2018
Clipping, Notícias,

Faltam profissionais qualificados no Brasil.

A dificuldade de encontrar profissionais qualificados continua a atrapalhar empresas no Brasil, segundo pesquisa global da empresa de recrutamento Hays. A incompatibilidade entre as necessidades das companhias e as habilidades disponíveis no mercado e a falta de flexibilidade na legislação, apesar da reforma trabalhista, pressionam os resultados brasileiros.

Produzido anualmente em parceria com a Oxford Economics, o “Hays Global Skills Index” mede as pressões no mercado de trabalho de profissionais qualificados em 33 países. O crescente descompasso entre as habilidades dos trabalhadores e as exigências das companhias está presente em quase metade dos mercados pesquisados. Em 16 dos 17 países europeus incluídos no levantamento, aumentou o número de vagas que não são preenchidas por falta de profissionais com a experiência e habilidade necessárias.

Na média global, a nota que representa essa discrepância cresceu de 6,4 para 6,6 – na pesquisa, os índices vão de 0 a 10, com 0 indicando estabilidade no mercado e 10 apontando alta pressão. É a nota mais alta entre todos os elementos analisados na pesquisa, que inclui a participação no mercado de trabalho, pressão salarial e educação.

No Brasil, a discrepância entre habilidades buscadas e disponíveis recebeu a nota 8,7. Embora tenha apresentado leve melhora na comparação com o ano passado, a nota segue alta para um país com taxa de desemprego de mais de 12%, na opinião de Jonathan Sampson, CEO da Hays no Brasil. “Não temos as habilidades que os empregadores brasileiros precisam, e isso pode desacelerar o crescimento e prejudicar a recuperação da economia”, diz.

Para o executivo, durante a crise econômica as empresas ampliaram a busca por profissionais que combinam habilidades – um exemplo são companhias que diminuíram equipes e passaram a pagar salários um pouco maiores para funcionários mais qualificados. “Se você combina isso com a necessidade de novas habilidades digitais, é um momento desafiador para o mundo todo que é intensificado pela situação delicada do Brasil.”

A nota mais alta no Brasil ainda é a que denota a falta de flexibilidade da legislação trabalhista, apesar das mudanças decorrentes da reforma aprovada em 2017. A nota ficou em 9,3, sendo 10 o máximo. Para Sampson, ainda há resistência das empresas a adotar mudanças. “As pessoas estão preocupadas com a insegurança da legislação e querem ver alguns casos serem testados antes de desenvolver suas próprias práticas”, diz.

Fonte: Valor Econômico, por Letícia Arcoverde, 30.10.2018

Os artigos reproduzidos neste clipping de notícias são, tanto no conteúdo quanto na forma, de inteira responsabilidade de seus autores. Não traduzem, por isso mesmo, a opinião legal de Granadeiro Guimarães Advogados.

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