01
março
2018
Clipping, Notícias,

Novo ambiente muda gestão de pessoas.

A revolução digital associada a alterações importantes na demografia vem provocando mudanças radicais no mercado de trabalho no Brasil e no mundo. O trabalho remoto, a conectividade global e a mistura entre público e privado gerada pelas redes sociais produziram uma nova teia de relações profissionais, na qual gestores e funcionários trabalham em ambientes colaborativos, diferentes gerações são obrigadas a atuar juntas, e a diversidade (de gênero, idade, religião e cor) é a regra.

Nesse novo cenário, o comportamento dos funcionários passa por uma mudança permanente, que desafia as antigas regras dos departamentos de recursos humanos. Não é possível lidar da mesma maneira com integrantes das gerações baby boomers, millennials ou Z. Simples proibições não vão resolver os dilemas provocados pelas milhares de publicações que pipocam todos os dias nas redes sociais, envolvendo colegas, chefes ou dados referentes à atividade profissional. Ignorar os casos de assédio sexual ou de intolerância com minorias pode comprometer não apenas o funcionamento da empresa, mas sua reputação.

Para o empreendedor, a grande questão é ter pernas para acompanhar tudo isso. Mais que agilidade, o momento requer atenção para reconhecer as mudanças e resiliência para atualizar constantemente a gestão de pessoas. É fundamental ficar atento às grandes tendências de comportamento, mesmo que pareçam não ter ligação com sua empresa. “As denúncias de assédio sexual em Hollywood, o movimento #metoo deflagrado pelo Twitter e os discursos de atrizes no Globo de Ouro tendem a incentivar uma onda de denúncias pelo mundo”, afirma Laura Kroeff, vice-presidente da Box 1824, agência de pesquisa de tendências em consumo e inovação. Segundo ela, o gestor não pode ignorar esse tipo de movimento. “Ele precisa criar políticas específicas dentro da sua gestão de pessoas.”

Também é fundamental se informar sobre conflitos exemplares ocorridos em outras empresas e adotar estratégias para evitá-los. Um bom exemplo disso são as recentes demissões ocorridas na Salesforce, depois da festa de fim de ano da empresa. As fotos de um funcionário fantasiado de “Negão do WhatsApp ” – personagem que virou meme – foram parar nas redes sociais e desagradaram a matriz nos EUA, o que levou ao desligamento de três funcionários. A polêmica que se seguiu lançou novos olhares sobre o uso da tecnologia no trabalho – e quais seriam os seus limites.

Não existe uma receita única para reger os códigos de conduta das empresas daqui para a frente. “O empreendedor precisa aprender a lidar com as novas realidades e criar práticas que as acolham”, afirma Claudia Santos, sócia da consultoria de recursos humanos Emovere You.

Com o avanço das redes sociais, as fronteiras entre trabalho e vida pessoal nunca foram tão tênues. “A combinação entre mobilidade extrema e constante atividade nas redes sociais confundiu o senso comum do que é público e privado”, diz Maíra Habimorad, CEO da Cia de Talentos. A permeabilidade se estende também para as relações com o espaço. “À medida que o colaborador volta para casa com o celular e é acessado pelo chefe a qualquer hora, o lar deixa de ser particular. Se o funcionário se identifica com a cultura da empresa e faz amizades por lá, a vida privada também invade o trabalho”, diz. Nesse contexto é que se dão as transgressões dos limites, que incluem posts pessoais que não condizem com a política da empresa, selfies indesejadas e comprometedoras, além de dados sigilosos que caem na rede. “Sem regras, ficam em risco a segurança da empresa, dos outros funcionários e também a dos clientes”, diz Laura, da Box 1824.

Fonte: Valor Econômico, por Lara Silbiger, 28.02.2018

Os artigos reproduzidos neste clipping de notícias são, tanto no conteúdo quanto na forma, de inteira responsabilidade de seus autores. Não traduzem, por isso mesmo, a opinião legal de Granadeiro Guimarães Advogados.

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