05
fevereiro
2018
Clipping, Notícias,

Home office é saída para ganhar tempo.

Trabalhar em casa não é só ficar de pijama e chinelo o dia todo. Para muitos adeptos do home office, o dia a dia profissional lembra a rotina de um escritório, mas com roupas mais confortáveis.

Para manter a produtividade, é essencial ter disciplina. Seja por meio de horários regrados para começar e terminar as atividades ou por um plano de metas, é preciso ter controle para não se distrair.

“Determino objetivos para completar no dia, mas é flexível. Muitas vezes tiro um tempo para alguma tarefa pessoal e trabalho até mais tarde depois”, afirma o desenvolvedor web Luciano Baldicerotti, 26, que trabalha em casa há três anos.

Horários flexíveis e fuga do trânsito das cidades grandes resultam em mais qualidade de vida, vantagem exaltada por quem aderiu ao home office, trabalhando como autônomo ou em regime de teletrabalho (veja abaixo).

A publicitária Fabiana Guilherme, 30, trabalha em seu quarto e presta serviço para uma agência na qual todos fazem home office.

“Eu me desgastava demais, levava uma hora e meia para chegar ao trabalho todos os dias”, diz a publicitária Fabiana Guilherme, 30, que há sete meses deixou uma agência para prestar serviço a uma empresa na qual os seis funcionários trabalham remotamente. “É tudo por Skype.”

O estresse também levou a farmacêutica Lívia Teixeira, 28, a deixar há dois anos seu trabalho em uma indústria e a trabalhar em casa como coach, com foco no atendimento a pessoas com fibromialgia. “Agora sou outra pessoa, antes eu chorava todos os dias, chegava às 7h30 no trabalho e ficava até as 20h, e o ambiente era horrível.”

Seu pai, empresário, e sua mãe, professora de inglês, também trabalham em casa, o que a ajuda a não se sentir sozinha. “Às vezes fico solitária, aí converso com eles.”

O isolamento é a principal reclamação de Fabiana sobre o home office. Ela divide uma casa em São Paulo com mais duas pessoas e trabalha em seu quarto. “Chega uma hora que cansa ficar o tempo todo lá. Se você tem uma sala em casa só para trabalhar, é mais tranquilo.”

A analista de marketing Melissa Sliominas, 39, no quarto onde trabalha de forma remota há dois anos.

Por parte dos empregadores, o corte de custos com espaço físico é justificativa para adotar o teletrabalho. Foi o que motivou a empresa de TI em que a analista de marketing Melissa Sliominas, 39, trabalha a adotar o home office. Ela deve cumprir uma carga horária semanal de trabalho, como se estivesse no escritório, mas tem flexibilidade para definir seus horários. Todos os dias, marca o começo e o término do expediente num aplicativo.

Sua dica é não se esquecer de que haverá cobranças por resultados. “Se não tiver disciplina, você se perde, porque tem a geladeira, o cachorro, a televisão”, afirma.

Ela vai ao escritório às sextas, quando encontra seus colegas. “O pouco contato visual é um ponto negativo de ficar em casa para quem é mais olho no olho, como eu.”

A empresa forneceu o computador e paga R$ 100 por mês para ajudar na conta da internet. Esse auxílio não é obrigatório em lei e depende de acordo entre empregado e empregador.

Atendente remota de call center da Gol, Cristina Mariano, 44, procurou o emprego já pensando em ficar em casa. “Perdia quatro horas no trânsito”, afirma. Agora ela trabalha em um escritório montado na residência, com horário fixo. Equipamentos, internet e telefone necessários para a função são de sua responsabilidade. “É como se eu saísse pra trabalhar, mas fico perto dos meus filhos.”

*
O QUE DIZ A REFORMA TRABALHISTA

JORNADA
Não há limite para as horas trabalhadas nem pagamento de hora extra. Empregado e empresa devem acordar a quantidade de tarefas

INFRAESTRUTURA
A lei não exige que a empresa pague por computador, telefone e internet. Caso haja um auxílio, deve constar no contrato ou o funcionário arca com todos os custos

BENEFÍCIOS
São os da CLT, como férias e 13º. O vale transporte só é obrigatório se o funcionário ficar um ou dois dias no escritório. Já o vale refeição, não previsto em lei, deve ser dado normalmente caso seja prática da empresa

ACIDENTES
O empregador deve instruir o funcionário sobre como evitar acidentes de trabalho e fazê-lo assinar um termo de responsabilidade. Em caso de acidente, a empresa pode alegar que não tem como saber se ele trabalhava no momento

TROCA DE REGIME
Para mudar de presencial para teletrabalho, empregador e funcionário devem concordar. Se a mudança for inversa, a empresa deve avisar no mínimo 15 dias antes

Fonte: Folha de São Paulo, por Ana Luiza Tieghi e Fernanda Reis, 04.02.2018

Os artigos reproduzidos neste clipping de notícias são, tanto no conteúdo quanto na forma, de inteira responsabilidade de seus autores. Não traduzem, por isso mesmo, a opinião legal de Granadeiro Guimarães Advogados.

Compartilhe
Comentários

Calendário

fevereiro 2018
S T Q Q S S D
« jan   mar »
 1234
567891011
12131415161718
19202122232425
262728  

Acompanhe no facebook