03
fevereiro
2016
Clipping, Notícias,

Maioria dos profissionais LGBT esconde orientação no trabalho.

A maior parte dos profissionais LGBT brasileiros não fala abertamente sobre a sua orientação sexual ou identidade de gênero no ambiente de trabalho, mesmo quando se consideram “fora do armário”, segundo um estudo da organização americana Center for Talent Innovation.

A pesquisa falou com mais de 12 mil funcionários de empresas multinacionais, dentre os quais 1.964 se identificaram como lésbicas, gays, bissexuais ou transgêneros (LGBT), de países com diferentes níveis de apoio a pessoas LGBT. Índia, Rússia e Cingapura foram considerados mercados com leis hostis à essa população, enquanto China, Hong Kong e Turquia entraram na categoria de legalmente “não-amigáveis”. Já Brasil, África do Sul, Reino Unido e Estados Unidos foram vistos como países com leis receptíveis ao público LGBT.

Mesmo nos lugares onde as leis foram consideradas mais positivas, entretanto, o mundo corporativo parece ficar para atrás ao tentar criar um ambiente inclusivo. No Brasil, 61% dos funcionários LGBT dizem estar “no armário” em suas vidas profissionais. Mesmo entre aqueles que não escondem a orientação sexual ou a identidade de gênero, 49% dizem não falar abertamente sobre o assunto no trabalho e alterar o próprio comportamento para se integrar melhor ao ambiente. Embora África do Sul, Reino Unido e EUA tenham percentuais menores de profissionais “no armário” do que o Brasil, todos ficam próximos dos 50%.

Em países mais hostis à população LGBT o número de profissionais que esconde completamente a identidade foi maior — mas na Turquia, 54% dos profissionais dizem estar “no armário”, quantidade menor que a do Brasil. A Rússia é o país onde mais profissionais escondem a identidade LGBT (80%) no ambiente de trabalho.

Segundo os autores da pesquisa, esse comportamento é prejudicial para os profissionais. Globalmente, mais de um terço dos que não falam abertamente sobre a própria sexualidade dizem que isso prejudica o relacionamento com colegas de trabalho, e 32% sentem que sacrificam sua autenticidade pessoal no emprego. “Profissionais LGBT que trabalham em empresas que consegue protegê-los de discriminação são mais engajados”, diz Sylvia Ann Hewlett, fundadora do Center for Talent Innovation e coautora do estudo. “Quando as empresas criam um ambiente inclusivo, elas ficam mais competitivas para recrutar talento e desenvolver seu potencial inovador.” Cerca de 70% dos profissionais que se identificaram como “aliados” da causa LGBT disseram que eles prefeririam trabalhar em uma empresa que oferece oportunidades iguais para profissionais LGBT.

Fonte: Valor Econômico, por Letícia Arcoverde, 02.02.2016

Os artigos reproduzidos neste clipping de notícias são, tanto no conteúdo quanto na forma, de inteira responsabilidade de seus autores. Não traduzem, por isso mesmo, a opinião legal de Granadeiro Guimarães Advogados.

Compartilhe
Comentários

Calendário

fevereiro 2016
S T Q Q S S D
« jan   mar »
1234567
891011121314
15161718192021
22232425262728
29  

Acompanhe no facebook