21
janeiro
2016
Clipping, Notícias,

Plataformas on-line facilitam divulgação de salários.

Está cada vez mais fácil descobrir quanto ganha o colega ao lado – e até mesmo o chefe. Nos últimos anos, novas ferramentas on-line e colaborativas vêm revelando ao mercado o quanto as empresas pagam a seus funcionários, fazendo com que as suas políticas de remuneração se tornem uma informação mais acessível e cada vez mais precisa.

O nível de detalhe supera o dos já conhecidos guias salariais das consultorias especializadas, que revelam faixas de remuneração amplas ou que não especificam o salário por nível de qualificação, conhecimentos específicos ou experiência, por exemplo. Na Show Me The Money (SMTM), uma startup latino-americana que chegou recentemente ao Brasil como uma plataforma dinâmica de remuneração, a ideia é cruzar esses elementos e oferecer informações individualizadas a empresas e profissionais.

De acordo com William Monteath, diretor geral do SMTM no Brasil, os dados são alimentados pelos próprios usuários da ferramenta. Eles informam oito itens como nível de formação e de inglês, indústria de atuação e Estado do Brasil onde trabalham e recebem um relatório sobre o seu posicionamento na escala de pares com as mesmas características. “Dá para saber quanto o profissional deveria ganhar, se a fluência em outro idioma faz diferença no salário e quais os setores que pagam melhor em sua área de atuação”, afirma Monteath.

O site Love Mondays, que permite que funcionários avaliem anonimamente a empresa em que trabalham, gerou desconforto no ano passado quando começou a expor as práticas salariais das organizações sem esconder suas marcas. As pessoas declararam a própria remuneração para o site de forma anônima e ajudaram a formar um banco de dados com 450 mil postagens de 60 mil empresas. “O que fizemos foi democratizar uma informação que já existia no mercado com as pesquisas salariais especializadas, mas que têm um custo tão alto que só grandes empresas podem comprar”, afirma Luciana Caletti, CEO do Love Mondays.

Para William Monteath, a transparência é uma tendência no mercado e as empresas devem se acostumar a trabalhar com suas políticas de remuneração nessa nova realidade. “Os dados estão cada vez mais abertos. Além de fontes como a nossa, é possível descobri-los em redes sociais ou até mesmo por meio da ‘rádio corredor’. Atualmente, é difícil blindar esse tipo de informação”, diz.

Fonte: Valor Econômico, por Vívian Soares, 21.01.2016

Os artigos reproduzidos neste clipping de notícias são, tanto no conteúdo quanto na forma, de inteira responsabilidade de seus autores. Não traduzem, por isso mesmo, a opinião legal de Granadeiro Guimarães Advogados.

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