05
novembro
2015
Clipping, Notícias,

Terceirização de RH ganha espaço entre PME na crise.

Em tempos de retração, manter o quadro de funcionários enxuto, além de oferecer programas de motivação – que não comprometam a saúde financeira da empresa – passa de um trabalho administrativo para uma função estratégica. É por isso que a terceirização de Recursos Humanos (RH) deixou de ser uma realidade apenas para as grandes companhias.

De acordo com a consultora sênior de carreiras da Thomas Case & Associados, Marcia Vasquez, este ano a companhia teve um aumento de 30% de clientes que procuravam consultoria no assunto. “Neste momento de instabilidade a busca pela terceirização do RH aumentou, mas é uma tendência que veio para ficar. As empresas precisam ser mais certeiras do que nunca nas ações”, afirma a especialista.

Segundo ela, o uso da terceirização de RH pode diminuir em mais de 50% os gastos destinados à área. “Muitas vezes você tem várias pessoas fazendo a mesma coisa. A empresa não precisa uma equipe de cargos e salários o tempo todo, por exemplo. Ao fazer um contrato anual ou por jobs, você consegue uma equipe especializada para cada processo, diminuindo o número de funcionários da área para 2 ou 3”.

Além disso, existe a redução de custo indireta com encargos jurídicos e problemas legais. “As empresas devem lidar com sindicatos e datas-bases diferentes. Manter um grupo de profissionais atualizados nessas questões dentro das PMEs é mais difícil”, analisa.

A especialista ressalta ainda que em momentos de instabilidade econômica a agilidade nas decisões de recrutamento, reorganização estrutural, administração de pessoal e outros projetos deve ser maior. “Muitas vezes você vê a ineficiência na empresa e demora para resolver, mas em um cenário de crise precisa agir e enxugar os processos porque o orçamento é menor”.

Cenário

Marcia acredita que quase 40% das empresas terceirizam algum processo de Recursos Humanos de forma recorrente no País. No entanto, apenas 6% ou 7% são pequenas e médias. “Isso vai mudar. Esta ideia está contaminando também as PMEs. Terceirizar a área é mais interessante para a pequena empresa, afinal ela vai aproveitar mais o leque de serviços das empresas especializadas. As pequenas não têm uma estrutura de recrutamento ou de reorganização”, afirma Marcia ao ressaltar que as grandes companhias costumam terceirizar por produto (exemplo, seleção ou construção de um programa de benefício).

Ela explica que o maior desafio de oferecer esse serviço para as PMEs é o preconceito cultural. “As pequenas nascem com a concepção de que tudo deve ser internalizado e ‘caseiro’. Mas neste momento de retração muitas vão procurar o processo mais eficiente e de menor custo”, aponta.

Para o LatAm Marketing&Strategy Senior Manager da ADP, John Mackenzie, realizar a gestão de pessoas é um desafio diário. No entanto, em um cenário de retração a margem de erro na hora da contratação diminui ainda mais. “Estar atento a isso faz com que as empresas não tenham gastos excessivos já que a contratação de um profissional com o perfil errado para a vaga, irá acarretar em perda de orçamento”.

Além disso, o executivo aponta que a qualidade nos serviços e entregas da empresa estão diretamente relacionadas ao desempenho da área de RH. “Oferecemos dois tipos de serviços ao mercado. Um deles garante toda a nossa inteligência e plataforma de serviços para que o cliente opere dentro do seu RH. Já a outra oferta está voltada mais para a terceirização do setor, ou seja, a ADP fica responsável por toda a parte operacional, gerando as folhas de pagamento, por exemplo, enquanto que a equipe de RH da empresa contratante está focada no que realmente interessa para a companhia, o capital humano”, analisa. Para ele, o RH interno deve atuar no desenvolvimento de ações para promover o engajamento dos colaboradores.

Apostando no mercado de terceirização de RH da América Latina, a gestora de capital humano ADP investiu recentemente US$ 40 milhões em Tecnologia da Informação (TI), entre serviços de data center gerenciado, despesas em ativos próprios e gerenciamento de infraestrutura de TI, visando resultados para cinco anos.

Fonte: Diário do Comércio, Indústria e Serviços, por Vivian Ito, 04.11.2015

Os artigos reproduzidos neste clipping de notícias são, tanto no conteúdo quanto na forma, de inteira responsabilidade de seus autores. Não traduzem, por isso mesmo, a opinião legal de Granadeiro Guimarães Advogados.

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