27
outubro
2015
Clipping, Notícias,

Empresas querem garantir clima positivo durante a crise.

Para atravessar o período de crise, as empresas eleitas “As Melhores na Gestão de Pessoas” pela revista “Valor Carreira” em 2015 pretendem manter os investimentos em treinamento e capacitar seus gestores para tornar a comunicação com os funcionários mais eficiente. Segundo os representantes das áreas de recursos humanos ouvidos pelo Valor na cerimônia de entrega dos prêmios ontem, em São Paulo, a prioridade será garantir um clima organizacional positivo durante o período de aperto esperado para o ano que vem.

No grupo A. Yoshii, de construção civil, o momento econômico exigiu um corte de cerca de 10% dos funcionários neste ano. Para 2016, a empresa espera a definição de algumas obras, o que evitaria outra dispensa. Embora as mudanças tenham gerado uma diminuição de 10% no orçamento do departamento de RH, a área de treinamento vai receber um incremento no mesmo montante. “Isso vai nos manter competitivos, reduzir o retrabalho e melhorar a comunicação”, diz o diretor de recursos humanos, Aparecido Siqueira.

Apesar de ter promovido ‘lay-off’ (suspensão do contrato de trabalho) e férias coletivas neste ano, a Electrolux não mexeu em práticas de RH como o aumento por mérito acima da inflação, treinamento e outros benefícios. Para manter o engajamento dos profissionais, o vice-presidente de RH, Valmir Buscarioli, destaca a importância de mostrar aos profissionais que eles têm futuro na companhia, mesmo que isso signifique a saída da operação brasileira. “Mais pessoas têm demonstrado interesse em programas de expatriação ou para atuar em vagas no exterior.” Há atualmente, cerca de cem brasileiros trabalhando dessa forma.

Para o CEO e presidente da Aon Brasil, Marcelo Munerato de Almeida, a crise exige agilidade dos departamentos de RH na adaptação ao novo momento da empresa e do mercado. “Essa área tem a obrigação de estar totalmente conectada às necessidades do negócio”, afirma. Melhorar a produtividade, em sua opinião, é um dos grandes desafios das organizações e isso exige do RH a otimização no recrutamento, no treinamento e na gestão de desempenho.

Na empresa de mármores e granito Decolores, 75% da produção é destinada a exportação, o que permitiu certa tranquilidade neste ano. Entretanto, a companhia já registra menos produção, o que deixou parte do quadro com tempo ocioso. A solução está sendo aproveitar esse período para treinar os funcionários operacionais. “Queremos que as pessoas usem essa sobra de tempo para aprimorar os processos de trabalho”, diz a gerente de RH, Ana Cláudia Mamede. “Assim, quando a produção voltar a todo vapor vamos estar mais bem preparados.”

Na empresa de benefícios Ticket, a prioridade será o treinamento em todos os níveis e a adoção de mais indicadores de desempenho. A empresa desenvolveu um sistema para evidenciar essas métricas e facilitar o controle dos orçamentos por parte dos gestores. A avaliação dos funcionários foi simplificada e a área de vendas teve o modelo de remuneração variável modificado para se tornar mais atrativo. “Foi um ano difícil, mas não vamos desacelerar ou tirar o foco da gestão de pessoas”, diz José Ricardo Amaro, diretor de RH da Edenred Brasil, dona da Ticket.

Na opinião de presidente da Aon, Marcelo Munerato de Almeida, o que garantiu o engajamento nas empresas vencedoras foi a adoção dessa agenda por todas as lideranças, e não só pela área de gestão de pessoas. “O que afeta o engajamento dos funcionários não é o cenário econômico em si, mas como a empresa reage a ele.”

A diretora de RH da Novartis, Valéria Barbosa, concorda que, nesse contexto, é fundamental ter um processo de comunicação uniforme e bem estruturado. Na farmacêutica, essa estratégia é discutida em reuniões mensais com todos os diretores. A empresa diminuiu o quadro em 2015 após a venda de duas unidades de negócios e vai manter o orçamento do RH de maneira proporcional ao número de funcionários. “Há um risco nessas horas de enxugar a área de desenvolvimento, mas vamos continuar capacitando os profissionais para o futuro”, diz.

Em companhias que registraram crescimento em 2015, o foco também será preparar as equipes para enfrentar turbulências. Com a missão de treinar todos os funcionários em um novo sistema de trabalho, a gerente de RH do consórcio Embracon, Brenda Donato, diz que o ano que vem vai exigir mais inteligência emocional dos líderes. “Será preciso atuar de forma mais próxima das equipes.”

Na Lojas Renner, a prioridade será garantir a formação de sucessores. “Para que o crescimento aconteça de forma saudável, a gestão de talentos busca identificar, desenvolver e reter as pessoas certas nas posições certas”, diz a gerente sênior de desenvolvimento de RH, Maria Lúcia Salaverry Félix.

Fonte: Valor Econômico, por Letícia Arcoverde, 27.10.2015

Os artigos reproduzidos neste clipping de notícias são, tanto no conteúdo quanto na forma, de inteira responsabilidade de seus autores. Não traduzem, por isso mesmo, a opinião legal de Granadeiro Guimarães Advogados.

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