23
outubro
2015
Clipping, Notícias,

Empresas criam ações para troca de conhecimento.

Iniciativas que incentivam a troca de informações e de experiências entre funcionários podem ser implementadas rapidamente nas empresas, especialmente se elas tiverem histórico de gestão participativa. Programas de mentoria interna também são usados para ajudar as chefias a criar mais engajamento entre as equipes em tempos de crise.

Irene Azevedo, diretora de transição de carreira e gestão de mudança da consultoria LHH, afirma que as empresas também montam programas “sombras”, em que os funcionários mais jovens acompanham a rotina dos executivos seniores, diz. “Outras contratam gestores por períodos pré-determinados, com um objetivo específico. Assim, eles já chegam ‘jogando’.”

Para Igor Schultz, recrutador e sócio da Flow Executive Finders, os tempos são outros e as empresas precisam entrar no novo ritmo da economia. “Nos últimos dez anos, as companhias registraram crescimento e aumento da base de consumidores. As reuniões eram pautadas em quanto elas iriam crescer, sem a necessidade de prever cortes de custos, de pessoal e projetos”, enfatiza.

Como os executivos de hoje ainda não tinham vivenciado esse tipo de situação, há mais ansiedade e medo de demissão, segundo Schultz, sem falar das comparações de performances com períodos anteriores e, no caso das multinacionais, com os resultados de outros países. Ao reportar números globais, a exposição da baixa produtividade ganha uma proporção ainda maior e as equipes recebem pressão em dobro da matriz. “Com a ajuda de mentores que já enfrentaram ondas de demissões por congelamento de preços e inflação galopante, os novos gestores ficam mais preparados para fazer, agora, os ajustes necessários”, afirma.

Ana Cláudia S. Reis, sócia da consultoria Caldwell Partners, afirma que é possível organizar reuniões mais interativas entre a liderança e o time júnior, abrindo espaço para perguntas. “É a melhor forma de fazer anúncios de forma transparente, diminuir a insegurança e esclarecer as expectativas dos colaboradores.”

Para ela, incentivar os funcionários menos experientes a aprender com gerentes que acumulam tempo de casa não deve ser uma estratégia exclusiva para dias turbulentos. “Líderes que desafiam seus subordinados a manterem uma atitude otimista e transformadora reforçam a continuidade dos negócios.”

Fonte: Valor Econômico, por Jacilio Saraiva, 22.10.2015

Os artigos reproduzidos neste clipping de notícias são, tanto no conteúdo quanto na forma, de inteira responsabilidade de seus autores. Não traduzem, por isso mesmo, a opinião legal de Granadeiro Guimarães Advogados.

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