14
junho
2016
Clipping, Mídia,

Pesquisa aponta o que gera lealdade dos jovens com as empresas.

As empresas devem ajustar a forma como cultivam a lealdade entre jovens nascidos após 1982 e que compõem a geração millennial ou correm o risco de perder parte expressiva de sua força de trabalho. Esse é um dos resultados da 5ª Millennial Survey, realizada pela empresa de auditoria e consultoria Deloitte. O levantamento ouviu cerca de 7.700 profissionais, 300 deles no Brasil.

Se tiverem oportunidade, 48% dos millennials no Brasil e 44% no mundo esperam deixar seus atuais empregadores nos próximos dois anos. Esse número aumenta para 68% e 66%, respectivamente, quando o período é estendido até 2020. O desejo de deixar seu trabalho durante os próximos cinco anos é maior em mercados emergentes (69%) do que nas economias desenvolvidas (61%).

As questões em torno do equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, o desejo de flexibilidade de horários e de escolhas no ambiente de trabalho, bem como as diferenças em torno dos valores das empresas com os seus valores pessoais estão influenciando as opiniões e os comportamentos dessa geração.

Um dos destaques da pesquisa é a alta correlação entre satisfação e propósito: 40% dos que relataram alta satisfação no trabalho e 40% dos que pretendem permanecer em seus postos de trabalho para além de 2020 dizem que, mais do que sucesso financeiro, seus empregadores têm um forte senso de propósito.

Os jovens procuram empregadores com valores semelhantes – 7 em cada 10 acreditam que seus valores pessoais devem ser compartilhados pelas organizações para as quais trabalham. Esse é o caminho para reter jovens profissionais.

Preocupações a respeito da falta de desenvolvimento de habilidades de liderança também foram muitas vezes expressos por aqueles que consideram mudanças de carreira a curto prazo. A maioria – 72% no Brasil e 63% no mundo – afirma que as organizações em que atuam não possuem recursos para que eles possam desenvolver habilidades de liderança.

Ainda, 75% dos millennials preferem trabalhar em casa ou em outros locais, nos quais sentem que poderiam ser mais produtivos. No entanto, apenas 43% atualmente têm o aval de suas empresas para fazer isso.

Renata Muramoto, sócia-líder da área de Talent da Deloitte, aponta que as aspirações dessa geração no Brasil estão em linha com os dados globais da pesquisa e reforça a importância de as empresas estarem atentas às suas aspirações. “Essa é uma transformação sem volta e, em pouco tempo, os millennials formarão a maior parte da força de trabalho”, reforça Renata.

Fonte: ABRH, 14.06.2016

Os artigos reproduzidos neste clipping de notícias são, tanto no conteúdo quanto na forma, de inteira responsabilidade de seus autores. Não traduzem, por isso mesmo, a opinião legal de Granadeiro Guimarães Advogados.

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