05
maio
2016
Clipping, Mídia,

Crise piora relação com clientes e funcionários

A qualidade do relacionamento das empresas com clientes e funcionários apresenta sinais de desgaste por conta da crise econômica, aponta levantamento do Instituto Brasileiro de Hospitalidade Empresarial (IBHE).

Anualmente, o IBHE realiza uma pesquisa com profissionais de empresas de diversos setores sobre o conceito de “hospitalidade empresarial”, entendido como a atenção dada pelas companhias aos relacionamentos com diversos públicos como clientes, consumidores, comunidades e funcionários. A sétima edição contou com a participação de 687 profissionais.

Como parte do estudo, os entrevistados nomeiam quais empresas eles consideram mais hospitaleiras, o que resulta em um ranking que, na pesquisa atual, teve 69 companhias. Nos últimos três anos, entretanto, diminuiu em 20% o número de organizações lembradas pelos participantes. Isso aponta, na opinião da diretora do IBHE, Beatriz Cullen, para uma queda geral na qualidade dos serviços e do relacionamento com funcionários e clientes, decorrente do aperto da crise econômica.

“Além de dispensar funcionários, as empresas não estão tendo o devido cuidado com os colaboradores, que estão se sentindo desmotivados”, diz. Para ela, o momento atual torna o uso de conceitos como o da hospitalidade empresarial ainda mais importante. “O primeiro passo para ter sucesso é priorizar o funcionário. Se ele sente que é bem cuidado, ele repassa isso para os clientes”, diz. O conceito se materializa quando se apoia em outros pilares, como ter processos que agilizam atendimentos e serviços, um ambiente de trabalho agradável que aproxima equipes e o apoio do alto escalão para essas questões. As empresas mais citadas este ano foram o Grupo Fleury, a Porto Seguro e o Hospital Israelita Albert Einstein.

Na opinião dos profissionais, o que mais torna uma empresa hospitaleira para o quadro de funcionários é permitir que eles sintam que fazem parte da companhia (35%), ser reconhecido pela contribuição aos negócios (28%) e o clima do ambiente de trabalho (26%). “Às vezes a empresa investe muito em coisas que o funcionário não percebe como valor”, diz Beatriz.

Fonte: Valor Econômico, por Letícia Arcoverde, 05.05.2016

Os artigos reproduzidos neste clipping de notícias são, tanto no conteúdo quanto na forma, de inteira responsabilidade de seus autores. Não traduzem, por isso mesmo, a opinião legal de Granadeiro Guimarães Advogados.

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