02
maio
2016
Clipping, Mídia,

Tecnologia intensifica busca por liberdade de local de trabalho.

O fim das mesas fixas, o “home office” e, mais recentemente, os escritórios compartilhados (de “coworking”) refletem a tendência de os profissionais buscarem mais liberdade para produzir -as ferramentas para isso podem ser carregadas no laptop ou até no celular.

Mario Lira Júnior, 55, psicologo e coach da Outliers, explica que o ponto não é mais ocupar um espaço físico, mas sim desenvolver ideias. O trabalho é delimitado pelos acessórios eletrônicos, que aumentam a integração e reduzem os custos.

“É uma ideia de liberdade, estar disponível em qualquer espaço. Você pode guardar o que quiser no [aplicativo] Dropbox, que facilita a leitura de arquivos de qualquer lugar, ou outros programas que facilitam a mobilidade”, diz.

O arquiteto Luis Jerimias, 27, é um desses profissionais cujo trabalho está todo digitalizado e, com isso pode trabalhar de vários pontos da cidade. Ele costuma trabalhar no coworking gratuito oferecido pela Fiap (Faculdade de Informática e Administração Paulista) na avenida Paulista, em São Paulo, e gosta do fato de poder dividir a mesa com gente de outras áreas, como jornalismo e design.

“A experiência é bem interessante, apesar do barulho, porque posso conviver com uma grande variedade de pessoas com outras visões do trabalho”, diz.

Para ele, trabalhar sozinho depende do comprometimento de não se deixar distrair. Mas considera que consegue produzir muito mais de casa ou em uma cafeteria do que quando atuava em uma empresa e não podia usar fone de ouvido para se concentrar.

Assim como Jerimias, Viviane Leite, 31, que é consultora de marketing e estratégia e também coach, alterna seu tempo entre trabalho em casa e um escritório coletivo no bairro de Pinheiros, em São Paulo, que usa para se reunir com seus clientes.

“O espaço é um ambiente leve, descontraído, é um bom lugar para se reunir com parceiros. Quando preciso, alugo uma sala de reunião”, explica ela, gasta R$ 70 por dia para usar a estrutura.

Nesse tipo de lugar, pode-se fechar pacotes de horas para uso ou contratar o serviço como um aluguel mensal.

Para quem busca esse tipo de espaço, o empreendedor Rodrigo Parisi, 40, fundou o site Interualla. Ele conta que a ideia surgiu da dificuldade de encontrar locais diferentes para trabalhar.

Ainda em implementação, o portal vai oferecer ao usuário a possibilidade de identificar o coworking mais próximo e já pagar pela diária de forma adiantada.

A plataforma também deve exibir em “business centers” e hotéis que oferecem salas de reunião e de videoconferência e que podem ser alugadas.

“O mundo passa por movimento forte de trabalho a distância”, diz ele. “Não só por uma questão econômica, de restrição do emprego, o que alavanca o empreendedorismo. As próprias empresas passaram a prezar por qualidade de vida e redução do tempo de locomoção.”

Fonte: Folha de São Paulo, por Guilherme Celestino, 01.05.2016

Os artigos reproduzidos neste clipping de notícias são, tanto no conteúdo quanto na forma, de inteira responsabilidade de seus autores. Não traduzem, por isso mesmo, a opinião legal de Granadeiro Guimarães Advogados.

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