20
abril
2016
Clipping, Mídia,

Engajar as pessoas com deficiência física é desafio.

http://www.dci.com.br/imagens/fotos/2016/4/3gdhf200513.jpg

Hoje em dia, apenas 8% das empresas brasileiras cumprem a Lei de Cotas – que estabelece que companhias com 100 ou mais funcionários são obrigadas a preencher de 1% a 5% dos seus postos de trabalho com pessoas com deficiência física (PcDs). Apesar de 23,9% da população brasileira possuir algum tipo de deficiência física, o preconceito no ambiente de trabalho ainda é comum, o que tem gerado um maior índice de rotatividade e insatisfação dos funcionários.

De acordo com a consultoria Santo Caos, as principais desculpas que os gestores usam para não cumprir a medida são: que não há pessoas suficientes para preencher as vagas; há a baixa escolaridade entre as pessoas com deficiência física, além da dificuldade de adaptação. “No entanto, nos três casos o problema é de informação do próprio gestor”, indica o sócio diretor da Santo Caos, Guilherme Françolin.

Segundo ele, levantamento realizado pela Santo Caos com 461 empresas aponta que 92% dos gestores entrevistados acreditam estar prontos para gerenciar um funcionário com deficiência física. No entanto, apenas 32% afirmam não ter problemas para lidar com qualquer tipo de deficiência. Já para profissionais PcDs, apenas 1 em cada 3 colegas de equipe estão preparados para lidar com parceiros de trabalho com algum tipo de deficiência física.

Para Françolin, o maior erro das empresas é contratar PcDs apenas para cumprir com a Lei de Cotas sem ter um plano de carreira interno. “Eles ficam mais preocupados com a cota e não com a qualidade de inclusão”, explica o executivo. Segundo Françolin, as empresas que procuram só cumprir as cotas acabam fazendo com que os funcionários com deficiência física se sintam ‘encostados’ dentro das organizações, recebendo salários muito baixos, o que ocasiona um turn over médio de 88%.

Ações

Para conseguir melhorar a relação entre os funcionários, o executivo aponta que as estratégias mais usadas têm sido o uso de palestras, workshops, eventos de convivência fora do trabalho e ações pontuais que sejam informativas e ainda incentivem o ambiente de diversidade. “É necessário conscientizar os funcionários e isso é possível trazendo casos reais e mostrando que o preconceito é infundado”, complementa.

Em um segundo momento, o executivo ainda aponta que para manter um ambiente engajado e sem ações preconceituosas é necessário realizar pesquisas para descobrir quais são os outros prejulgamentos dos gestores e colaboradores da empresa para trabalhar aquilo em ações pontuais.

Outra forma de evitar a intolerância e os ambientes desfavoráveis no trabalho é criando comitês. Segundo o sócio da Santo Caos, as equipes que formam o comitê podem se reunir com frequência para discutir manuais de inclusão, além de políticas e termos da empresa. “Tem que ser discutido a flexibilidade, por exemplo. Muitas têm tolerância zero.”

Outro detalhe importante é a atitude do líder ou gestor que também deve ser congruente para incentivar todos os colaboradores. “A empresa deve incluir nos valores e se posicionar internamente. Isso ajuda no próprio negócio”, ressalta.

Ganho

O resultado, de acordo com Françolin, é uma equipe mais engajada, uma queda na rotatividade, diminuição de processos trabalhistas e economia com multa por descumprimento da Lei de Cotas. “Além disso, empresas com maior diversidade em suas equipes conseguem ser mais inovadoras”. Segundo ele, além dos aspectos econômicos, quando as empresas cumprem com a Lei de Cotas de forma inclusiva acabam mudando a cultura da sociedade. Isso porque, para os entrevistados, trabalhar com pessoas com deficiência física altera a percepção que têm sobre elas. Na pesquisa, 24% afirmaram que mudaram a opinião de “coitado e esforçado” para “normal” e 60% a mais acreditam que as PcDs podem realizar qualquer função.

Fonte: Diário Comércio Indústria & Serviços, por Vivian Ito, 20.04.2016

Os artigos reproduzidos neste clipping de notícias são, tanto no conteúdo quanto na forma, de inteira responsabilidade de seus autores. Não traduzem, por isso mesmo, a opinião legal de Granadeiro Guimarães Advogados.

Compartilhe
Comentários

Calendário

abril 2016
S T Q Q S S D
« mar   Maio »
 123
45678910
11121314151617
18192021222324
252627282930  

Acompanhe no facebook