07
abril
2016
Clipping, Mídia,

Brasileiros dizem que alta rotatividade prejudica empresas e trabalhadores.

Quase metade dos brasileiros – 48% – acredita que as pessoas mudam de trabalho mais do que deveriam. Para mais de 70%, esse troca-troca prejudica as empresas, a economia e os trabalhadores, revela a pesquisa Rotatividade no Mercado de Trabalho, feita pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Mesmo assim, os próprios entrevistados reconhecem que não ficam muito tempo no mesmo emprego. De acordo com a pesquisa, três em cada dez trabalhadores atuam na mesma área por até dois anos. Apenas 24% estão na mesma área há mais de 15 anos. Entre os jovens com 16 a 24 anos, só 14% planejam seguir carreira no mesmo trabalho por mais de 15 anos.

Na avaliação da indústria, a alta rotatividade compromete a produtividade. “Os trabalhadores que permanecem mais tempo no trabalho são mais produtivos, porque têm mais incentivo e facilidades para adquirir conhecimentos e desenvolver as habilidades necessárias ao desempenho das suas atividades”, diz o gerente-executivo de Pesquisa e Competitividade da CNI, Renato da Fonseca.

Além disso, o levantamento mostra que apenas 14% dos brasileiros tiveram ou têm um único trabalho com ou sem carteira assinada ao longo de suas vidas. Outros 30% já passaram por mais de cinco empregos e 47% tiveram mais de dois e menos de cinco empregos. Os moradores de cidades maiores tendem a mudar mais de trabalho. Nos municípios com mais de 100 mil habitantes, o número de pessoas que passaram por mais de cinco trabalhos sobe para 30%. Nas cidades com até 20 mil habitantes, cai para 23%.

“Mesmo em tempos de crise, a oferta de trabalho é maior e mais diversificada nas cidades de grande porte. Nesses municípios, há uma concorrência maior pela mão de obra, o que facilita a troca de trabalho”, explica Fonseca. A pesquisa ouviu 2.002 pessoas em 140 municípios de 18 a 21 de setembro de 2015.

SAIBA MAIS – Acesse a página da pesquisa Rotatividade no Mercado de Trabalho para conhecer todos os detalhes da publicação.

Fonte: Agência CNI de Notícias, por Verene Wolke, 07.04.2016

Os artigos reproduzidos neste clipping de notícias são, tanto no conteúdo quanto na forma, de inteira responsabilidade de seus autores. Não traduzem, por isso mesmo, a opinião legal de Granadeiro Guimarães Advogados.

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