24
fevereiro
2016
Clipping, Mídia,

Mercado quer profissional pronto para a era digital.

Até alguns anos atrás, o executivo que dominava inglês e conseguia se comunicar com a matriz das empresas, no exterior, furava a fila de promoções. Depois passou a ser um diferencial saber usar o Excel e o Power Point para defender ideias nas reuniões. A essas qualidades, a capacidade de se comunicar também passou a contar.

Hoje, o mercado continua valorizando isso, mas os profissionais mais demandados para cargos de comando no mundo corporativo e mais bem pagos são os que apresentam uma característica nova. Eles precisam não apenas traduzir, mas também implementar, nos negócios, a transição do mundo off-line para o on-line. “Dar conta dessa nova realidade exige uma visão empreendedora. As empresas precisam de profissionais que pensam, mas também realizam, que reúnam as duas capacidades, decidam e ajam como se o negócio fosse deles”, afirma o sócio diretor da Search, consultoria em recrutamento e desenvolvimento de recursos humanos para média e alta gerência sediada na capital paulista, Marcelo Braga. Ele acrescenta: essa veia empreendedora deve estar muito bem conectada à economia digital. “Esse cara precisa ser capaz de entender o fenômeno da digitalização, que não se resume à simples automação, e perceber as oportunidades que essa nova maneira de produzir, distribuir, vender, comprar, consumir cria para as corporações”, argumenta. E aqui também vale a lei da oferta e procura: este diretor ou gerente ganha, em média, 30% a mais que colegas do mesmo nível.

A recessão, que deve perdurar por este ano e parte do próximo, só enfatiza isso, segundo Braga. “A concorrência aumenta na conjuntura atual. Fazer igual significa colher o mesmo resultado. Fica evidente a necessidade de pensar fora da caixa, fazer diferente; ousar, mas com segurança”, diz.

E tudo indica que as transformações decorrentes das inovações tecnológicas nos recursos humanos continuarão gerando exigências no perfil dos profissionais para as corporações. “Daqui a pouco toda a economia estará digitalizada, com o mundo off-line completamente migrado para o on-line. Então chegará a hora de uma nova onda de renovação, dentro da economia digitalizada e, isso vai impor o desenvolvimento de habilidades adicionais, com atualização constante”, prevê o diretor da Search. Com consequências inclusive para o nível de emprego, pois se a digitalização dos negócios está aproximando cada vez mais os canais, queimando etapas – as indústrias também vendem direto ao consumidor, sem passar pelos distribuidores e varejistas. Hoje não é mais necessário ir às lojas físicas para comprar, nem ao cinema para assistir filmes. Chegará a hora em que as empresas vão precisar de menos profissionais. “É uma questão para ser pensada desde já”, afirma Braga, lembrando o alerta dado em janeiro pelo Fórum Econômico Mundial sobre a quarta revolução industrial, que implicará na perda de 7 milhões de empregos em 5 anos.

Na própria pele

Encontrar esse profissional, no Brasil ou no exterior, é a expertise da Search, consultoria de médio porte que tem na carteira companhias de todos os tamanhos e segmentos. Há nove anos no mercado, a empresa sentiu na própria pele o impacto da era digital. Recentemente, Braga e seus quatro sócios decidiram abrir uma empresa exclusivamente para recrutamento digital. “Mais do que adequar o modelo de negócio à realidade atual, estamos criando uma plataforma digital com um conceito novo de recrutar. Assim, será possível registrar a percepção causada pelos currículos visualizados pelos clientes. Isso vai criar uma inteligência, uma espécie de ranking, que ajudará a empresa a encontrar o profissional certo para o perfil da vaga, e fará com que cheguem aos candidatos as vagas que realmente interessar”, explica.

Hoje, a busca é mais classificatória, baseada em filtros, e o banco de dados é uma das fontes de recrutamento de profissionais da Search, além da busca “ativa”. O novo investimento, que inova no uso da tecnologia para recrutamento, é de R$ 2 milhões. Para isso, a Search entrou com parte dos recursos e buscou sócios. “Nos rendemos ao novo mundo. Também temos de ser empreendedores”, conclui.

Fonte: Diário do Comércio, Indústria e Serviços, por Liliana Lavoratti, 24.02.2016

Os artigos reproduzidos neste clipping de notícias são, tanto no conteúdo quanto na forma, de inteira responsabilidade de seus autores. Não traduzem, por isso mesmo, a opinião legal de Granadeiro Guimarães Advogados.

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