19
fevereiro
2016
Clipping, Mídia,

Mais de 80% das fraudes nas empresas tem participação de funcionários.

Especializada em soluções de risco, a Kroll encomentou à The Economist Intelligence Unit uma pesquisa mundial sobre fraude e seus efeitos nos negócios. Os resultados do levantamento, realizado com 768 executivos de nível sênior, mostram que a maior ameaça às empresas vem de dentro.

Snežana Gebauer, diretora do escritório da Kroll Brasil, destaca que, ao contrário do que se faz hoje, que é preocupar-se com ameaças externas, como os tão comentados ataques cibernéticos, as empresas precisam considerar as vulnerabilidades internas.

Das empresas em que a fraude ocorreu e o autor foi identificado, 81% envolviam pelo menos uma pessoa de dentro da empresa, acima dos 72% registrados no levantamento anterior. Mais de uma a cada três vítimas (36%) experimentaram algum tipo de fraude pelas mãos de alguém de sua própria gerência de nível sênior ou pleno; 45% pelas mãos de um funcionário de nível júnior; e, para 23%, a fraude foi resultante da conduta de algum representante ou intermediário.

Da mesma forma, entre as empresas que tiveram alguma experiência com perda de dados, roubo ou ataque ao longo dos últimos 12 meses, a causa mais comum foram atos ilícitos praticados por funcionários em 45% dos casos e por fornecedores em 29%. Em comparação, apenas uma pequena minoria esteve envolvida em ataques cometidos por um hacker contra a própria empresa (2%) ou fornecedor (7%).

Um em cada três (33%) executivos que responderam à pesquisa citam a alta rotatividade da equipe como a principal razão para o aumento da exposição à fraude. Isto é mais do que o dobro daqueles que nomearam o segundo maior motivo para a vulnerabilidade à fraude o aumento da terceirização (16%).

De modo geral, 69% das empresas sofreram uma perda financeira como resultado de fraude, acima dos 64% do levantamento anterior. O roubo de ativos físicos foi o tipo de fraude mais comum (22%), seguido por fraudes ligadas a fornecedores ou ao departamento de compras (17%) e roubo de informações (15%).

Mais vulneráveis

Quatro a cada cinco pesquisados (80%) acreditam que suas empresas tornaram-se mais vulneráveis às fraudes em 2014. Os executivos manifestaram uma preocupação particular em torno de áreas específicas, como os riscos cibernéticos, com mais da metade deles (51%) acreditando que são alta ou ligeiramente vulneráveis a roubo de informações.

Globalização e risco de fraude

Em um mercado global, onde muitas empresas internacionais têm milhares de parceiros em sua cadeia de abastecimento, os riscos se tornam mais difíceis de identificar e manter sob controle.

Cerca de 40% dos entrevistados se consideraram alta ou ligeiramente vulneráveis à corrupção e ao suborno, sendo estes outros tipos de fraude com propensão a crescer, conforme as empresas vão se expandindo geograficamente para novos territórios.

De fato, em 2015, 72% das empresas foram dissuadidas de operar em um país ou região em particular por causa da maior exposição que isso traria à fraude. A América Latina (citada por 27%) foi a região que teve a maior parte das empresas desistentes, mas outra região perene de preocupação, a África, não ficou muito atrás (22%).

Fonte: ABRH, 19.02.2016

Os artigos reproduzidos neste clipping de notícias são, tanto no conteúdo quanto na forma, de inteira responsabilidade de seus autores. Não traduzem, por isso mesmo, a opinião legal de Granadeiro Guimarães Advogados.

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