11
fevereiro
2016
Clipping, Mídia,

Mudanças em contratos de executivos criam flexibilidade para enfrentar cenário ruim.

Alterações de contrato e de remuneração são positivas para os dois lados. No caso das empresas, há um ganho de flexibilidade em momentos de resultados ruins e, para os executivos, é melhor ganhar menos do que não receber nada. Quem afirma é Rodrigo Buono, diretor executivo de “people advisory service” da EY. A lista de pedidos de clientes que procuraram a consultoria em busca de orientações sobre renegociações de acordos aumentou cerca de 10% em 2015, em comparação ao ano anterior.

O principal interesse das organizações é a alteração para o modelo estatutário de contratação. A mudança é para ter uma maior flexibilidade na gestão salarial. “Com empregados estatutários pode-se alterar os ganhos, o que não é permitido no regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT)”, afirma.

Em relação aos salários dos executivos, Buono observa uma grande redução nas taxas de remuneração variável. “O ano de 2015 foi terrível em relação ao ‘atingimento’ de metas”, diz. Mais da metade dos executivos não alcançou seus objetivos e cerca de 10% deles ganharam zero de variável no período, segundo pesquisa da consultoria Hay Group. Em 2016, espera-se um cenário melhor, pois as empresas estão redefinindo planos com um viés de crise, o que pode ajudar na finalização de projetos e trazer ganhos mais altos.

Quando o contrato permite e a empresa chama o líder para conversar, o mais comum é reduzir os pagamentos recorrentes, como o pró-labore mensal, e compensar o executivo com uma remuneração atrelada a resultados, ressalta Joseph Teperman, sócio da Inniti. A consultoria de recursos humanos identificou um aumento de 30% na quantidade de consultas de revisão de contratos de altos gestores em dezembro de 2015, ante o mesmo mês de 2014. “Alguns executivos estão aceitando propostas até 40% abaixo do último pacote de benefícios recebido. Diretores com vantagens acima de R$ 100 mil buscam opções a partir de R$ 60 mil”, diz.

Karina Freitas, diretora de transição de carreira da consultoria Stato, diz que algumas empresas também estão cortando remuneração e benefícios de acordo com a redução de horas trabalhadas. “Grandes companhias nacionais ou familiares têm mais recursos para mudar a forma de trabalho e a carga horária dos líderes”, diz.

Uma modificação no contrato, com cortes de comissões, pode gerar um desgaste motivacional que, em um momento turbulento na economia atrapalha ainda mais os negócios, enfatiza Adriana Cambiaghi, diretora associada da consultoria Robert Half. Segundo ela, há revisões de benefícios menos agressivas para as equipes. Alterações no seguro de vida, por exemplo, causam uma menor sensação de perda nos executivos. “A limitação das vantagens deve ser bem explicada para que o quadro entenda que a medida é para manter a longevidade e a saúde financeira da companhia.”

Fonte: Valor Econômico, por Jacilio Saraiva, 11.02.2016

Os artigos reproduzidos neste clipping de notícias são, tanto no conteúdo quanto na forma, de inteira responsabilidade de seus autores. Não traduzem, por isso mesmo, a opinião legal de Granadeiro Guimarães Advogados.

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