01
setembro
2015
Clipping, Mídia,

54% das ‘puxadas de tapete’ são de chefe ou superior, aponta pesquisa.

Pesquisa da Vagas.com mostra que 54% das “puxadas de tapete” no ambiente de trabalho são protagonizadas por chefes ou superiores hierárquicos. Segundo o levantamento, 62% afirmam ter sofrido alguma ação que denota puxada de tapete no trabalho, caracterizada por ações que prejudicaram a carreira: 27% dos casos foram protagonizados pelo chefe imediato e outros 27% foram feitas por alguém com cargo mais alto na hierarquia.

Para 34%, a transgressão foi promovida por indivíduo do mesmo nível hierárquico. E apenas 11% relataram ter sofrido algum tipo de ação prejudicial por profissionais com cargo inferior.
“Os dados mostram que os gestores estão, em algumas ocasiões, sabotando o trabalho de integrantes de sua própria equipe ou de subordinados para levarem algum tipo de vantagem em sua carreira ou na companhia onde trabalham. É um indicador surpreendente e ao mesmo tempo muito preocupante, pois demonstra que a maior parte dos líderes não está administrando sua equipe como deveria”, analisa Rafael Urbano, especialista em inteligência de negócios na Vagas.com.

Foram considerados no levantamento 9 tipos de ações configuradas como puxada de tapete no ambiente de trabalho. Ter confiado muito em uma pessoa que depois viria a prejudicar sua imagem, foi a campeã do levantamento, com 32% das respostas, seguida por roubo de crédito para ideia ou iniciativa, com 23%. Os respondentes puderam apontar mais de uma situação de que foram vítimas.

Entre as outras situações citadas estão: excluíram você de algum projeto para não te dar visibilidade (17%), foi acusado por algo que nunca participou (13%), outra situação favorecendo colegas sem o devido mérito, independente da capacidade profissional (13%), passaram por cima da sua autoridade e tomaram uma atitude que deveria ter sido feita por você (12%), te induziram ao erro para se aproveitar de alguma situação (11%), deu muita atenção à “rádio peão” e acabou tomando uma atitude precipitada que prejudicou sua carreira (6%) e não sofreu nenhuma destas ações ou situações (38%).

Demissões ou perda de promoções

Após a “puxada de tapete”, 19% disseram que foram demitidos e para 26% nada mudou. Outros 26% informaram não ter recebido o reconhecimento ou promoção que mereciam. Em 14% dos casos, os profissionais foram alertados. Outros 13% disseram que sofrem represália.
Do total, 12% pediram demissão, enquanto 6% acionaram um canal institucional, mas não obtiveram resposta, e apenas 3% procuraram esse mesmo canal e conseguiram um posicionamento da empresa.

“Os funcionários acabam não tendo o devido reconhecimento e importância que deveriam. E acabam até sendo demitidos quando procuram manter um diálogo e entender o porquê de terem sido prejudicados. É um tipo de cultura que ainda predomina entre alguns chefes e que acaba prejudicando uma equipe ou até mesmo um departamento inteiro. Um bom gestor deve promover e reconhecer seus subordinados”, conclui Rafael.
A pesquisa foi realizada de 17 a 22 de julho por meio eletrônico com candidatos cadastrados no portal. Participaram do levantamento 3.834 profissionais, com idades entre 16 e 60 anos.
A amostra foi constituída igualmente (50%) por indivíduos dos sexos masculino e feminino. A maior parte dos respondentes (21%) está na faixa de 26 a 30 anos. O segundo maior grupo (19%) concentrou indivíduos entre 31 e 35 anos, seguido por indivíduos de 22 a 25 anos (17%). Com 13%, aparecem as faixas de 36 a 40 anos e 41 a 50 anos, cada. Completam ainda a escala etária os ciclos de 18 a 21 anos (11%), 51 a 60 anos (4%) e até 17 anos (1%).

A maior parte ocupa cargos operacionais (55%), seguida por analistas e especialistas (22%), média gestão (13%) e alta administração (8%). Os 2% restantes foram respondidos por trabalhadores desempregados no momento e profissionais liberais.

Fonte: G1, 01.09.2015

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