10
julho
2020
Clipping, Mídia,

Pedidos de seguro-desemprego registram queda de 32% em junho

Já em relação ao mesmo mês de 2019 houve alta de 28,4%

Os pedidos de seguro-desemprego somaram 653.160 em junho, o que representou uma redução de 32% em relação a maio, quando foram contabilizados 960.309 requerimentos. Já em relação ao mesmo mês de 2019, quando foram feitos 508.886 pedidos, houve um aumento de 28,4%.

De janeiro a junho, os pedidos de seguro-desemprego totalizaram 3.950.606, uma alta de 14,8% em comparação com o acumulado no mesmo período de 2019 (3.442.780). Os dados foram divulgados ontem pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia.

“A queda nos pedidos de seguro-desemprego verificada em junho pode ser atribuída a políticas de sustentação do emprego e da renda, particularmente o Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda (BEm), previsto na MP 936 e recém sancionada na Lei 14.020. O programa vem permitindo sustentar o vínculo de emprego e evitar o uso do seguro-desemprego”, informou a secretaria, por meio de sua assessoria de imprensa.

O Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda é uma complementação financeira concedida pelo governo federal aos trabalhadores que tiveram redução de jornada de trabalho e de salário ou suspensão temporária do contrato de trabalho em função da crise causada pelo coronavírus.

Segundo informações da secretaria, três Estados com maior número de requerimentos em junho foram São Paulo (199.066), Minas Gerais (70.333) e Rio de Janeiro (52.163). Mais de 60% dos pedidos foram feitos por homens e 39,6% por mulheres. A faixa etária que concentrava a maior proporção de requerentes era de 30 a 39 anos, com 32,1%. Em relação aos setores econômicos, os pedidos estiveram distribuídos entre serviços (41,7%), comércio (25,4%), indústria (18,7%), construção (10,1%) e agropecuária (4,1%).

Esse indicador está em linha com o discurso da equipe econômica, segundo o qual o “fundo do poço” foi em abril e início de maio. Nota técnica recente da Secretaria de Política Econômica afirma que o Programa de Sustentação da Renda e do Emprego e o Auxílio Emergencial foram responsáveis por evitar demissões em massa e garantir um sustento mínimo às famílias mais vulneráveis.

A nota destaca que o governo deve substituir, no pós-pandemia, essas medidas transitórias por iniciativas estruturantes, como readequação de programas sociais e do regramento do emprego.

Fonte: Valor Econômico, por Edna Simão, 10.07.2020

Os artigos reproduzidos neste clipping de notícias são, tanto no conteúdo quanto na forma, de inteira responsabilidade de seus autores. Não traduzem, por isso mesmo, a opinião legal de Granadeiro Guimarães Advogados.

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