03
abril
2020
Clipping, Mídia,

Montadoras seguem paradas e sem garantia de retorno breve

Montadoras seguem paradas e sem garantia de retorno breve

Todas as fabricantes de automóveis, caminhões e motos estão oficialmente paradas no Brasil. O avanço da pandemia causada pelo novo coronavírus, causador da covid-19, adiantou os planos das empresas, que só iriam paralisar as linhas de montagem a partir desta semana.

E, ao que tudo indica, as operações não deverão retornar tão cedo: na região paulista do ABC, berço da indústria automotiva, Volkswagen, General Motors e Mercedes-Benz têm a expectativa de retomar as atividades no final de abril – a Scania também concederá férias coletivas, com possibilidade de estender a vigência da paralisação.

O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, que representa quase 65 mil trabalhadores, manteve conversas com as fabricantes para que elas paralissasem o trabalho ainda no início da expansão do número de infectados pelo coronavírus no Brasil.

“As montadoras são protagonistas nesse processo porque toda a cadeia de suprimentos também vai parando a partir da decisão dessas empresas e acreditamos que esse vírus precisa ser contido em seu início”, disse Wagner Santana, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, à “Autoesporte”.

Volkswagen, Mercedes-Benz e Toyota concederam férias coletivas aos trabalhadores da linha de montagem até o dia 22 de abril. A Scania manterá a paralisação até o dia 12. A GM afirma que retomará as atividades na mesma data. Segundo o sindicato, há possibilidade de que esse período se estenda, de acordo com os impactos da pandemia no Brasil.

Apesar de a região do ABC paulista (que compreende cidades como São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Santo André e Diadema) ter deixado de concentrar toda a produção automotiva do país, cerca de 25 mil postos de trabalho ainda estão vinculados às fabricantes de carros e caminhões. Isso sem contar as dezenas de milhares de empregos de pequenos e médios fornecedores que fazem parte da cadeia produtiva dessas grandes companhias.

Diante das incertezas de uma crise econômica que terá impacto global, o sindicato da categoria defende o estabelecimento de estímulos fiscais para as empresas e medidas como a desburocratização da concessão de linhas de crédito por parte do Estado.

Outra possibilidade estudada pelos representantes dos trabalhadores é que as fornecedoras de peças e metalúrgicas de pequeno e médio porte estabeleçam acordos com as montadoras para as quais prestam serviços, para que o impacto da crise não estrangule as receitas e cause falências e demissões.

“Temos acordos com as montadoras para regular as formas de demissão e proteger os trabalhadores, isso nos dá tranquilidade. Mas é óbvio que em um momento de caos como este, isso pode ser rompido”, diz Santana.

As férias coletivas são um dispositivo legal que permite às empresas definir um período em que o conjunto de funcionários deixe de trabalhar. Assim como no caso das férias individuais, os trabalhadores recebem o salário mais 1/3 deste valor. A extensão do período pode ser negociado com as entidades que representam as categorias profissionais.

Benefícios como vale-transporte e vale-refeição não estão incluídos nas férias coletivas, já que não fazem parte da lei trabalhista. O plano de assistência médica, entretanto, se mantém normalmente durante o período.

Fonte: Valor Econômico, por Thiago Tanji, 03.04.2020

Os artigos reproduzidos neste clipping de notícias são, tanto no conteúdo quanto na forma, de inteira responsabilidade de seus autores. Não traduzem, por isso mesmo, a opinião legal de Granadeiro Guimarães Advogados.

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