20
março
2020
Clipping, Mídia,

Abimaq já negocia com os sindicatos medidas de flexibilização da produção.

Entidade propõe redução de jornada com diminuição de salário e lay-off

A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) se reuniu com os sindicatos dos trabalhadores para negociar uma convenção coletiva extraordinária que preserve os empregos no setor.

Segundo o presidente executivo da Abimaq, José Veloso, a entidade propõe, entre outras medidas a adoção de suspensão temporária do contrato de trabalho (lay-off), redução de jornada com diminuição de salários, férias coletivas sem o pagamento do bônus de férias, ou seja, um terço do salário e também metade do décimo terceiro salário.

“São medidas preventivas para manter os postos de trabalho. Ainda não fomos afetados, pois, a produção de agora é a encomenda de três meses atrás. Mas, devemos ver uma queda no faturamento das empresas do setor em breve”, disse Veloso.

Segundo ele, a Abimaq se reuniu com a Força Sindical pela manhã de ontem, a entidade representa 56 sindicatos ligados ao setor de máquinas. Já a reunião com a Central Única dos Trabalhadores (CUT), que tem 20 sindicatos associados, foi feita na parte da tarde. A sugestão, da entidade, é a postergação por 90 dias dos encargos trabalhistas que incidem sobre a folha de pagamentos, ainda que o empregador possa colocar seus funcionários em férias sem pagar o bônus de férias. “O que disse é que essas medidas devem ser aprovadas em no máximo uma semana. As empresas já estão receosas com a queda das encomendas a partir de abril. Haverá queda de faturamento, todos os setores estão sendo afetados por essa crise.”

Além disso, Veloso afirmou que a Abimaq enviou uma carta ao governo na terça-feira, com sugestões para socorrer as empresas do setor. Uma das medidas que a entidade sugeriu, de acordo com ele, foi a abertura de linhas de financiamento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para capital de giro. “Nenhum associado se mostrou interessado ainda em acessar essas linhas, mas temos que estar preparados para tudo.”

A proposta prevê a utilização dos R$ 140 bilhões que tem no caixa do BNDES para financiar essa linha de capital de giro e assim facilitar o pagamento das principais obrigações das empresas, sendo salários, impostos, os bancos e seus fornecedores. A entidade também sugeriu a flexibilização do Fundo Garantidor para Investimentos (FGI). Para as empresas que possuem financiamentos no BNDES ou no Banco do Brasil, a associação solicitou uma moratória de 90 a 120 dias.

Fonte: Valor Econômico, por Ana Paula Machado, 20.03.2020

Os artigos reproduzidos neste clipping de notícias são, tanto no conteúdo quanto na forma, de inteira responsabilidade de seus autores. Não traduzem, por isso mesmo, a opinião legal de Granadeiro Guimarães Advogados.

Compartilhe
Comentários

Calendário

março 2020
S T Q Q S S D
« fev   abr »
 1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
3031  

Acompanhe no facebook