26
fevereiro
2020
Clipping, Mídia,

Metalúrgicos de Taubaté e Ford fecham acordo com estabilidade por 2 anos.

Condição começa em março, quando acabar PDV aberto agora; se não houver adesões suficientes, montadora deverá demitir

Os trabalhadores da Ford de Taubaté (a 140 km de São Paulo) fecharam acordo com a empresa e vão garantir dois anos de estabilidade no emprego, até 31 de dezembro de 2021.
As negociações, que começaram em novembro e terminaram na quinta-feira (20), após aprovação do acordo pela categoria, incluem ainda a abertura de um Programa de Demissão Voluntária (PDV) e reajuste para repor em 100% a inflação do período. A estabilidade começa a contar em março, após o fim do PDV.

Segundo a montadora, o PDV já começou a valer na quinta-feira. Os trabalhadores interessados devem se inscrever até o dia 3 de março. A intenção, informa o Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté e Região (Sindmetau), é incluir ao menos 277 profissionais no plano (254 horistas e 23 mensalistas).

Se não houver um número de adesões suficientes, a empresa deverá demitir. O motivo é que a unidade tem excedente profissional.

Em nota, a montadora afirma que “a medida faz parte do acordo construído entre Ford e sindicato, aprovado pela ampla maioria dos empregados, para ajustar a força de trabalho às condições do mercado, a fim de suportar a competitividade e sustentabilidade da unidade”.
A fábrica da Ford em Taubaté tem hoje 920 metalúrgicos, diz o sindicato. A intenção era demitir 350 trabalhadores. Mas, após negociações, o total diminuiu. “Para nós ainda é um número extremamente alto, porque estamos falando de pais e mães de família”, afirma o dirigente sindical Sinvaldo Cruz.
Quem aderir ao PDV terá direito a alguns benefícios. Para os horistas, será pago 0,75 do salário por ano trabalhado mais R$ 9.000 de plano de saúde. Eles também terão direito a um carro no valor de R$ 47.490.
No caso dos mensalistas, a montadora vai pagar 0,415 do salário por ano trabalhado mais dois salários como indenização adicional, informa a empresa.
Os trabalhadores conquistaram ainda direito a reajuste anual em 2020 e 2021, com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). A jornada de trabalho será de 40 horas semanais.
No caso da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), o benefício será mantido por dois anos e terá reposição da inflação. Neste ano, os trabalhadores receberão o mesmo valor da PLR de 2019 mais R$ 1.400. Em 2021, será o mesmo valor de 2019, corrigido pela inflação dos dois anos.

Fonte: Valor Econômico, 21.02.2020

Os artigos reproduzidos neste clipping de notícias são, tanto no conteúdo quanto na forma, de inteira responsabilidade de seus autores. Não traduzem, por isso mesmo, a opinião legal de Granadeiro Guimarães Advogados.

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