02
setembro
2019
Clipping, Notícias,

Brasileiro se preocupa pouco com substituição.

Pesquisa mostra que automação não é visto como ameaça tanto para profissionais braçais quanto criativos.

A maioria dos brasileiros não demonstra preocupação em perder o trabalho para a tecnologia nos próximos cinco anos — 65% dos brasileiros especializados em tarefas braçais e 73% dos profissionais da área de conhecimento e criação não acham que vão ser substituídos.

As constatações estão em uma pesquisa realizada com 16.894 pessoas de 15 países pela seguradora Zurich com a Universidade de Oxford. No Brasil, foram entrevistados 1.145 profissionais, de 20 a 70 anos, com renda média de R$ 5.561,90. “O que mais chamou atenção foi a falta de preocupação das pessoas com as mudanças que estão ocorrendo no mercado de trabalho e que vão ocorrer de forma ainda mais acelerada”, disse Edson Franco, presidente da Zurich no Brasil.

Um dos recortes do estudo, que também incluiu uma análise sobre seguros e aposentaria, buscou mensurar como a premissa de permanecer em um mesmo emprego, ou empresa, por toda a carreira está mudando devido às tecnologias. Um quinto dos entrevistados no estudo acha que provavelmente perderá seus empregos no próximo ano e quase um terço disse que irá se desligar de seu emprego voluntariamente para novas oportunidades. Os jovens (até 29 anos) mostraram uma disposição maior em trabalhar como freelancer no Brasil e em países como Alemanha, Hong Kong, Itália e Suíça.

O quadro geral mostra que a maioria das pessoas preza pela estabilidade do emprego e vive com uma ocupação em tempo integral. A diferença começa a notada em pessoas com 55 anos ou mais. Na Irlanda, Romênia, Suíça e EUA cerca de 20% dos entrevistados têm várias ocupações, dez pontos percentuais a mais que os jovens. Segundo Gordon L Clark, professor de Oxford, esse dado pode estar relacionado a fatores como aposentadoria precoce ou voluntária .

O terceiro fator, segundo Clark, ocorre em algumas economias sujeitas à escassez de mão-de-obra nas quais “pode existir um prêmio para os trabalhadores mais velhos voltarem à força de trabalho em regime de tempo parcial”. “Eles podem muito bem se beneficiar do pleno emprego da economia. Mas, atenção: esse tipo de contrato de trabalho provavelmente é temporário e têm benefícios limitados”, afirmou.

Fonte: Valor Econômico, por Barbara Bigarelli, 02.09.2019

Os artigos reproduzidos neste clipping de notícias são, tanto no conteúdo quanto na forma, de inteira responsabilidade de seus autores. Não traduzem, por isso mesmo, a opinião legal de Granadeiro Guimarães Advogados.

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