03
abril
2019
Clipping, Notícias,

Igualdade salarial de gêneros ainda tem longo caminho pela frente.

As mulheres nos EUA ganham em média 81% do que os homens ganham, um fato lembrado nesta terça-feira (2) pelo que veio a se chamar de “Dia pela Igualdade Salarial” – data que marca o fim do período que uma mulher tem de trabalhar a mais para ganhar o mesmo quanto um homem recebeu no ano anterior.

E embora muita coisa tenha mudado nos 23 anos desde que o Comitê Nacional pela Igualdade Salarial mencionou a data pela primeira vez, uma coisa importante ainda se mantém: a disparidade salarial entre gêneros mal se alterou.

Em 1996, ano em que o Comitê Nacional pela Igualdade Salarial instituiu o “Dia Nacional da Conscientização da Desigualdade Salarial”, as mulheres nos EUA ganhavam em média 75% do que os homens ganhavam. A taxa subiu para 80% em 2004 e tem se mantido basicamente estável desde então, de acordo com a Secretaria de Estatísticas Trabalhistas dos EUA.

“Inicialmente, a data foi planejada para ser um dia de educação pública”, diz Michele Leber, agora com 80 anos e presidente da Comissão Nacional para a Promoção da Igualdade. “A data foi bem-sucedida, além do imaginado até então, visto que muitos outros países também têm seus próprios dias pela igualdade salarial”.

O nome foi alterado para Dia pela Igualdade Salarial em 1998 para torná-lo mais fácil de ser pronunciado, diz ela. Também foi trazido para o início de abril para corrigir um erro de matemática. O grupo escolheu terça-feira, para significar o tempo a mais na semana que uma mulher tem de trabalhar para igualar o seu salário ao de um homem na semana anterior. O grupo também tenta evitar feriados e dias em que o Congresso está em recesso.

Apesar do lento ritmo de progresso, Leber diz que está esperançosa. Califórnia e Massachusetts agora aprovaram leis que proíbem perguntas sobre o histórico salarial na hora da contratação, em um esforço para igualar o processo. Os democratas aprovaram a Lei de Igualdade Salarial no mês passado, e iniciativas locais e regionais também podem ajudar a promover mudanças, diz ela.

“Neste século, houve muito pouco progresso”, diz Leber, relatando 40 anos de trabalho sobre igualdade salarial entre gêneros. Ela diz que três de seus seis netos são meninas, com idades que variam entre 9 e 17 anos. “Tenho esperança para os meus netos”.

Fonte: Valor Econômico / Bloomberg, 02.04.2019

Os artigos reproduzidos neste clipping de notícias são, tanto no conteúdo quanto na forma, de inteira responsabilidade de seus autores. Não traduzem, por isso mesmo, a opinião legal de Granadeiro Guimarães Advogados.

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