26
março
2019
Clipping, Notícias,

Brasileiros querem mudar de emprego, de área ou de função.

Pesquisa mostra que melhora no cenário provoca inquietação nos profissionais.

O brasileiro começou o ano inquieto no emprego. Segundo levantamento da empresa de recrutamento Robert Half, a maioria dos profissionais tem planos de promover mudanças na carreira como trocar de empresa, mudar a área de atuação ou buscar uma promoção onde estão.

Os dados fazem parte da 7ª edição do Índice de Confiança Robert Half. Foram ouvidos, no total, 1.161 profissionais com mais de 25 anos e formação superior, atualmente empregados ou desempregados, além de recrutadores de empresas.

Só 13% dos profissionais empregados gostariam de ficar no mesmo cargo e empresa em 2019. A maior parte (34%) tem planos de tentar ser promovido na companhia em que está hoje, mas quase metade está olhando para fora. Entre eles, 29% vislumbram mudar de empresa e 11% buscam uma mudança maior, que inclui não só trocar de companhia como migrar para outra área de atuação. Para 5%, o plano é abrir o próprio negócio.

Para Fernando Mantovani, diretor-geral da Robert Half no Brasil, a possibilidade de melhora no cenário econômico contribui para tirar os profissionais da inércia. Mudar de emprego é mais difícil quando o mercado está menos aquecido, mas também é mais arriscado – se a mudança não der certo, fica difícil achar outras oportunidades. “Quando eu começo a ouvir notícias positivas de alguém que arrumou emprego, eu não só crio coragem, mas sou cutucado a pensar e me mexer”, diz.

A profissionais que querem mudanças, Mantovani diz que é preciso se preparar. Na sua opinião, o primeiro passo é entender por que se quer sair da função – um aumento seria suficiente para acalmar os ânimos, ou a busca é por uma mudança maior? O problema é a relação com o gestor, ou a falta de oportunidades para crescer? Para Mantovani, a primeira opção deve sempre ser tentar resolver a questão dentro de casa, mesmo que essa nem sempre seja a primeira resposta para quem está insatisfeito. Apenas 2% dos respondentes, por exemplo, vislumbram mudar de área na mesma empresa.

Para os cerca de um terço que pretendem buscar uma promoção internamente, Mantovani destaca que o ânimo maior do mercado não é suficiente para garantir o avanço. “O mercado pode estar bom, mas a empresa não”, diz. Além disso, antes de qualquer pedido é preciso observar o perfil de quem ocupa a posição que o profissional almeja. “Se sou analista e quero ser coordenador, tenho o perfil técnico e a mesma capacitação dos coordenadores? Se todo mundo fala inglês e eu não, não adianta pedir”, diz. Ele recomenda marcar conversas com o chefe para sondar e questionar qual o melhor caminho para avançar nos cargos dentro da empresa.

Aos 40% que buscam mudar de empresa, antes de começar a procura por emprego ele recomenda fazer um “benchmark” de quem está concorrendo pelas mesmas vagas que você – entender os requisitos e se há algo a ser melhorado no seu perfil para aumentar suas chances.

Entre profissionais que estão desempregados, 51% aceitariam uma oferta com cargo e salário mais baixos do que a última posição ocupada. Mantovani aponta que o mercado executivo está longe do ‘boom’ salarial de antes da crise, e a tendência é isso se manter por mais tempo.

Quase 30% dos respondentes só aceitaria um salário e/ou um cargo abaixo do anterior se a vaga fosse oferecida por uma empresa que valesse a pena. “Se ela tem uma imagem boa, perspectiva de carreira, qualidade de vida ou uma marca forte, isso ajuda na negociação salarial”, diz. Para 13%, é a aparência que conta- eles aceitariam um salário menor se pudessem manter um cargo similar ao anterior. Para Mantovani, a opinião é ultrapassada. “Mostrar o seu impacto na organização é mais relevante do que o cargo.” Já 7% não aceitariam ganhar menos do que a última posição.

Fonte: Valor Econômico, por Letícia Arcoverde, 25.03.2019

Os artigos reproduzidos neste clipping de notícias são, tanto no conteúdo quanto na forma, de inteira responsabilidade de seus autores. Não traduzem, por isso mesmo, a opinião legal de Granadeiro Guimarães Advogados.

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